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terça-feira, junho 13, 2006

Contradiçöes 

"A ideia de que as coisas são superlativas quando "mudam o mundo" é boa para espíritos irregulares e ciclotímicos, dese­josos de se meterem nas nossas leituras, na nossa música, no nosso destino (...).
Mudar o mundo é uma tarefa muito aborrecida porque as pes­soas, em geral, gostam deste, com as suas imperfeições e com os seus momentos de felicidade".
Este conservadorismo do cronista, täo verdadeiro como trágico nas suas manifestaçöes colectivas, convive alegremente, no indígena típico, com o mais arrojado dos vanguardismos. Depende dos dias, do humor e da ocupaçäo. Querer ser uma coisa ou outra, sempre nos extremos, todos os dias, é uma maçada e uma impossibilidade.

Comments:
Hmm, faz-me lembrar o filme "matrix". Em que foi um fiasco a tentativa de criação de um mundo (virtual) perfeito, porque as pessoas não conseguiam ser felizes no mesmo.

Falando por mim, os momentos de infelicidade têm servido para eu aprender. E isso tem-me ensinado a saber ser feliz.

Mas por outro lado, acho que todo o homem aspira a mais.
 
E toda a mulher :P
 
E o que mais houver...! :)
 
Boa Tarde!
Só para dizer que passei por aqui e gostei do que li!
Vou passar mais vezes.
 
A mudança é tão chata!! Desinstala, incomoda, não apetece... Mas o crescimento que vem a seguir vale mesmo a pena... Passei por uma fase em que parti muitas "muralhas" interiores instaladas... E valeu a pena!!!
O mundo evolui, o pensamento evolui... Água estagnada, já se sabe no que dá!

Um Abraço a todos!
 
Ele é muito reaça - mas escreve muito bem; e, do fundo do seu desencanto, nasce sempre uma grande tolerância. Fôssemos todos assim ...

ZR.
 
Apesar do conservadorismo postiço, escreve bem ,o que é sempre uma excepção. E algusn dos seus aforismos merecem ser relembrados face a alguns neocons cheinhos de fúria moralista. Vejam este:
"O melhor remédio para conter o riso alarve e os moralistas de ocasião é relembrar-lhes escândalos próprios. Essa pequena chan­tagem é de uma extraordinária eficácia."
Não sei porquê veio-me isto á ideia a propósito do Nuno Serras Pereira.
 
conservadorismo?!
Uhmm...não me gosto que me chamem conservador mas para muitos sou. Lembro-lhe que sou muito mais original e criativo que a média.
 
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